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The Dandy is Never Bored

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There are no boring cities. Because there are people everywhere who are not boring, and people are the soul of a city. The Travelling Dandy challenges you this month to dare meeting people you don't know. Go somewhere and start a conversation with a stranger. Tell this person who you are, where you come from and what you like to do in life and surprise yourself with that person's reaction. The best part of travelling is the people. The ones who built the buildings you see, the roads you walk on, those who speak the languages you're hearing, the ones who live, day by day, the life you are now experiencing. Could the world be a better please if no people lived in it? Maybe, but it definitely would be a poorer one.

I've found this life to be much more lonely than I or anyone else could have imagined. Travelling is one of the most enriching experiences in life but it just makes so more sense when you have someone to share those adventures. It is a strange, often empty feeling, the one of waking up day by day in a different bed of a same standard hotel, to face an immense new city on your own, without knowing where to start from, changing countries so fast that you don't have the time to say hello, nor the time to say goodbye. It is more of a "see you soon". A "soon" that you can't quite measure. You jut know it will be: soon.

So, to come back to the beginning, "there are no boring cities", there are only boring people who make cities looking boring. In that sense, boredom is nothing more than monotony, inertia, accommodation. It is always easier to stay where you are, without daring to go out, to enter a nice cafe, or a cosy restaurant when you're hungry. It is always easier to call the room service or just going to the nearest McDonalds. But beyond this zone of comfort lies the true pleasure of travelling, the spicy side of it. A place is the people who live in it and to fully experience it you have to go out, to discover and to mix with them. When you don't know what to do or where to go, just go out. Nothing happens at the hotel room besides facebook and TV. Just start walking, following your instinct. Observe the people, enter a bar and tell the barman you're a tourist. You'll probably find out that before you ask for his advice he will be already giving you some tips on what to do or what to see. Some precious tips, of the kind you can't find on the guides. And when you're truly convinced that you have exhausted everything there is to do somewhere (as if it would be possible), try putting yourself on a train to find out the beautiful villages and landscapes around. 

Yes, this is a lonely life. A loneliness full of people around you, but a loneliness that you learn to make less and less lonely, as you learn to make everywhere you go a part of you, a little bit of home. Nothing happens on its own: every energy on the Universe needs a catalyzer to ignite it. Be the catalyzer of your life. Give the first step. The rest will happen as a consequence. Movement is the essential friend of The Travelling Dandy.

Pt

Não existem cidades aborrecidas. Porque há pessoas em toda a parte que não são aborrecidas e as pessoas são a alma de uma cidade. The Travelling Dandy desafia, este mês, a falar com pessoas desconhecidas. A ir a qualquer lado e começar uma conversa com um estranho. A dizer a essa pessoa quem somos, de onde vimos e o que gostamos de fazer na vida e a deixar-nos surpreender com a reacção dessa pessoa. A melhor parte de viajar são as pessoas. Aquelas que construíram os edifícios que vemos, as estradas sobre as quais caminhamos, as que falam a língua que ouvimos à nossa volta, aquelas que vivem, dia a dia, a vida que agora também experimentamos. Poderia o mundo ser um sítio melhor sem pessoas? Talvez. Mas seria certamente um sítio bem mais pobre.

Tenho vindo a descobrir que esta vida é bem mais solitária do que aquilo que eu, ou qualquer outra pessoa poderia imaginar. Viajar é, sem dúvida, uma das experiências mais enriquecedoras da vida, mas faz sempre tão mais sentido quando temos alguém com quem partilhar essas aventuras. É uma sensação estranha, frequentemente de vazio, a de acordar, dia após dia, numa cama diferente de um hotel igual ao anterior, a de enfrentar sozinho uma nova e imensa cidade, sem saber por onde começar a descobri-la, a de mudar de país com uma tamanha regularidade e frequência que nem chegamos a ter tempo de dizer "olá" ou "adeus". É mais um "até breve", uma brevidade que nunca sabemos medir com exactidão. Apenas sabemos que assim será: breve.

Assim, para voltar ao início, "não há cidades aborrecidas", apenas pessoas aborrecidas que fazem as cidades assim o parecer. Nesse sentido, aborrecimento nada mais é do que monotonia, inércia, acomodação. É sempre mais fácil ficar onde estamos, sem ousar sair, entrar num café simpático ou num restaurante acolhedor quando o estômago já dá horas. É sempre mais fácil ligar para o room service ou ir até ao McDonalds mais próximo. Mas para lá desta zona de conforto reside o verdadeiro prazer de viajar, o seu lado mais saboroso. Um lugar são as pessoas que aí vivem e para verdadeiramente o viver temos que sair, descobrir e misturarmo-nos. Quando não sabemos o que fazer ou onde ir, a primeira coisa a fazer é sair. Nada acontece no quarto de hotel a não ser a TV e o Facebook. Basta sair e começar a andar, seguindo apenas o instinto. Observar as pessoas, entrar num bar e dizer ao barman que somos turistas. O mais certo é que ele esteja já a dar-nos dicas sobre o que ver e onde ir, antes de termos sequer a oportunidade de lho perguntar. Dicas preciosas, das que não vêm nos guias. E quando achamos que já levámos à exaustão tudo aquilo que se pode fazer em algum lado (como se tal fosse possível), sempre podemos entrar num comboio e fugir por um dia para apreciar a beleza das vilas e paisagens que se escondiam ali tão perto.

Sim, é uma vida solitária. Uma solidão rodeada de pessoas, mas uma solidão que se pode aprender a fazer menos e menos solitária, à medida que aprendemos a fazer de todos os sítios onde vamos uma parte de nós, um pouco de lar. Nada acontece por si só. Qualquer energia no Universo precisa de um catalisador para a fazer arrancar. Sê o catalisador da tua própria vida. Dá o primeiro passo. O resto acontecerá como consequência. Movimento é o amigo essencial do Travelling Dandy. 


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